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Péssimas condições de trabalho podem levar ao uso de drogas e suicídios

Péssimas condições de trabalho podem levar ao uso de drogas e suicídios

Rotinas exaustivas, assédio moral, salários baixos e más condições de alimentação e moradia são algumas das características básicas em complexos industriais enormes que se espalham pela China e em alguns outros países.

Segundo Heliete Maria Castilho Karam, doutora em psicologia clínica pela Universidade de Paris, os altos índices de suicídio e as dependências químicas, no mundo todo, estão ligados ao ambiente de trabalho ruim.

“Algumas pessoas recorrem ao álcool para silenciar esse barulho interno e anestesiar a consciência. Já o suicídio também começa a preocupar o Brasil, mas infelizmente aqui não é tão estudado como lá fora”, afirma.

Segundo ela, em 2010 ocorreram 10.334 suicídios na França, 68% deles relacionados ao trabalho. Já os países asiáticos estão em primeiro lugar em índices de suicídio entre pessoas de 14 a 34 anos, que trabalham de 6h às 21h.

“Quando o trabalho não vai bem, não adianta forçar o trabalhador, exigindo mais assiduidade, mais presença, mais concentração, mais treinamento, menos erros, mais resultados, mais produtividade, melhor cumprimento de metas e prazos ou ainda mais e melhor assiduidade pessoal com sua saúde, muitas vezes responsabilizando e até culpando-o pelos descuidos do seu corpo ou comportamento”, disse Heliete Maria Castilho.

O jornal chinês Souther Weekly denunciou que os freqüentes suicídios ocorridos entre funcionários da Foxconn, produtora de iPods, iPhones e iPads, foram causados por excesso de trabalho e maus-tratos. O jornal enviou o repórter Liu Zhi Yi, de 20 anos, para trabalhar disfarçado na fábrica da Foxconn, na unidade de Senzhen, na China.

Por 28 dias o repórter vivenciou as péssimas condições de trabalho dos 400 mil empregados da empresa em Senzhen. Segundo o repórter, os funcionários vivem uma espécie de “escravidão contratada”. A empresa funciona 24 horas por dia. “Eles trabalham o dia todo, parando apenas para comer rapidamente ou dormir”. Liu concluiu que, para muitos empregados, a única saída possível para esse ciclo desumano é pôr fim à própria vida.

Conforme Liu Zhi, os empregados passam oito horas de pé e não podem se sentar para descansar e os salários mensais estão na faixa de 900 Yuan, cerca de R$ 235. O repórter disfarçado teve que assinar um documento especial: um acordo de horas extras que diz que a empresa não seria responsável pelas suas longas horas de trabalho. Segundo Liu, esse acordo “voluntário” anula as leis estatais chinesas.

Uma das “providências” tomadas pela empresa foi forçar os novos empregados assinarem um compromisso de que não vão se suicidar. Outra foi instalar mais de dois quilômetros de redes junto às janelas dos alojamentos, a uns dez metros do solo, para que os desesperados que saltam delas não cheguem ao chão.

Psicólogos e dirigentes sindicais de outros países europeus também alertam sobre um aumento do estresse nos ambientes de trabalho. “Os suicídios devido a condições de trabalho precárias e estressantes não são um fenômeno exclusivamente francês. Pelo menos 27% dos trabalhadores da União Européia (UE) consideram que sua saúde e segurança estão em risco devido ao trabalho”, declarou Laurent Vogel, que investiga a saúde trabalhista no Instituto Europeu de Sindicatos, sediado em Bruxelas.

“Em toda a Europa ocorrem suicídios nos locais de trabalho, mas estes não aparecem nas estatísticas trabalhistas”, acrescentou. Segundo Vogel, “admitir o suicídio no trabalho é tabu, porque questiona a constante busca de maior produtividade e eficiência”

Por Odenice Rocha

FONTE: http://ulbra-to.br/encena/2013/11/13/Pessimas-condicoes-de-trabalho-podem-levar-ao-uso-de-drogas-e-suicidios

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A ditadura da beleza e a autoestima feminina

A ditadura da beleza e a autoestima feminina

Vivemos em uma sociedade onde o padrão de beleza imposto pela mídia é inatingível, causando assim distúrbios psicológicos e transtornos alimentares, além de tornar as pessoas cada vez mais consumistas. As mulheres são o alvo principal e o fato de não conseguirem atingir os padrões estéticos “estipulados”, pode causar consequências graves na autoestima feminina. O excesso de preocupação com a beleza muitas vezes é desnecessário, uma vez que o conceito de beleza é relativo.

No Brasil a valorização do corpo chega a ser gritante e a imagem de perfeição imposta pela mídia está longe da realidade da maioria das brasileiras, seja por falta de tempo, dinheiro ou até mesmo desejo. Os padrões de beleza vigentes em nossa sociedade são a magreza, o corpo sarado, a pele e os cabelos perfeitos, entre outros. Assim, uma mulher pode sentir sua autoestima despencar caso não tenha o corpo da atriz famosa ou da modelo. Surgem sentimentos como frustração, medo, angústia e insegurança, que levam à depressão.

Os comportamentos típicos da mulher com baixa autoestima são: necessidade de aprovação (reconhecimento e agradar); dependência (financeira e emocional); insegurança (ciúmes); não se permite errar, perfeccionista; sentimento de não ser capaz de realizar nada; não acredita em si e em ninguém; dúvidas constantes, dúvida de seu próprio valor; depressão; ansiedade; inveja; medo; raiva; agressividade; comodismo; vergonha; dificuldade em crescer profissionalmente e sentimento de inferioridade.

Outro problema gerado pela ditadura da beleza são os distúrbios alimentares que ocorrem em função da imagem do corpo perfeito promovida pelos meios de comunicação de massa. É cada vez maior a procura por academias e clínicas de estética. Não há problema algum em querer se manter bonita e saudável, mas muitas mulheres acabam exagerando, seja por exercícios em excesso que podem levar a exaustão, seja pela privação de alimento que pode causar doenças como anorexia, bulimia e vigorexia, ou através de cirurgias estéticas que já levaram à morte tantas moças famosas e anônimas.

Essa busca incessante pelo ideal de perfeição também pode levar ao consumismo exagerado. Ao mesmo tempo em que a mídia mostra corpos considerados perfeitos, a publicidade tenta vender produtos para tratamento estético. Tudo isso é uma jogada comercial para nos tornar cada vez mais consumistas. E aí surge outro problema. Os tratamentos estéticos e os produtos de beleza geralmente requerem uma quantia em dinheiro significativa e a maioria das brasileiras tem um baixo poder aquisitivo. Por isso uma mulher pode se sentir frustrada por não ter uma condição financeira suficiente para bancar os tratamentos e produtos necessários para alcançar o ideal de perfeição estabelecido. E assim nos tornamos vítimas da beleza.

Todos esses sentimentos gerados pela ditadura da beleza podem ainda causar sérios problemas no âmbito pessoal e profissional. No campo amoroso, a mulher tem grande chance de se envolver em relacionamentos instáveis e infrutíferos. Por medo de perder o relacionamento e não conseguir buscar outro, muitas mulheres acabam ficando sempre em posição de submissão. Já no campo profissional, a mulher não consegue confiar em si própria e acaba criando obstáculos para os desafios que surgem. Tem medo de se arriscar por achar que não vai conseguir.

Segundo a psicóloga Andreia Mattiuci, não existem fórmulas mágicas para melhorar a autoestima. A única solução é o autoconhecimento. Podemos comparar nossas vidas a um guarda-roupa bagunçado, onde é muito difícil encontrar uma roupa limpa (qualidades), por isso é preciso ver quais roupas precisam ser lavadas, quais não servem mais (se livrar das mágoas que apenas pesam e ocupam espaço em nossas vidas) e quais estão ali novinhas sem nunca terem sido usadas (potencial). “Apesar de trabalhoso, o autoconhecimento nos permite ver as coisas com mais clareza, encontrando nossas qualidades, muitas vezes abafadas e anuladas por nos e pelos outros. O primeiro passo é querer a mudança”, afirma.

Existem algumas mudanças de postura que contribuem para levantar a autoestima feminina. Faça algo que você gosta; abandone a coitadinha que há dentro de você; aprenda a aceitar críticas construtivas; não afogue as mágoas comendo; faça exercícios físicos; faça terapia e seja feliz. Não devemos querer nos enquadrar em modelos já estabelecidos, pois a beleza está nos olhos de quem vê. Não é uma ciência exata como, por exemplo, a matemática, em que dois mais dois é igual a quatro e não há questionamentos. Ao contrário, o conceito de beleza é subjetivo e são as imperfeições que formam a perfeição relativa.

Por Jéssica Rodrigues Lima

FONTE: http://ulbra-to.br/encena/2013/11/21/A-ditadura-da-beleza-e-a-autoestima-feminina

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Açafrão pode ser tão eficaz quanto Prozac no tratamento da depressão

Açafrão pode ser tão eficaz quanto Prozac no tratamento da depressão

Pesquisadores do Departamento de Farmacologia do Governo Medical College em Bhavnagar, Gujarat, Índia realizaram um estudo comparando os efeitos da cúrcuma (açafrão-de-terra) e  do Prozac (fluoxetina). O estudo constatou que o açafrão randomizado e controlado foi tão eficaz quanto o Prozac no tratamento do transtorno depressivo maior. O tratamento com o açafrão conforme o estudo, evita os efeitos secundários perigosos frequentemente encontrados no uso do Prozac.

Os objetivos do estudo foi comparar a eficácia e a segurança da curcumina com a fluoxetina (Prozac) em pacientes com transtorno depressivo maior (MDD). O estudo observou 60 pacientes diagnosticados com transtorno depressivo maior. Os pacientes foram distribuídos aleatoriamente numa proporção de 01:01:01 por seis semanas em um tratamento observado usando fluoxetina (20 mg) e curcumina (1000 mg), tanto individualmente ou em combinação. Para determinar a eficácia de cada tratamento, a principal variável utilizada foi a taxa de resposta de acordo com a Escala de Avaliação de Depressão de Hamilton, versão de 17 itens (HAM-D17). Eles também empregaram uma segunda variável de eficácia, que analisou a alteração média na HAM-D17 após o período de observação de seis semanas.

Cúrcuma é uma planta herbácea da família do gengibre. As pessoas podem reconhecer melhor pelo nome de açafrão, já que é um tempero muito utilizado na culinária. A curcumina composto ativo é conhecido por ter uma vasta gama de benefícios, incluindo medicamentos anti-inflamatórios, anti-oxidantes, antitumoral, anti-bacteriano, e as atividades antivirais. Na Índia, a cúrcuma tem sido usado por milhares de anos como um remédio para o estômago e doenças do fígado. A cúrcuma também pode ser usada tipicamente para curar feridas, devido às suas propriedades antimicrobianas.

De acordo com o estudo:

Observou-se que a curcumina foi bem tolerada por todos os pacientes. A proporção de indivíduos que responderam como as medidas da escala de HAM-D17 foi a maior no grupo combinado (77,8%) do que na fluoxetina (64,7%) e a curcumina (62,5%), no entanto, estes dados não foram estatisticamente significativos (P = 0,58). Curiosamente, a alteração média na pontuação HAM-D17 ao fim de seis semanas, foi comparável em todos os três grupos (P = 0,77). Este estudo fornece a primeira evidência clínica de que a curcumina pode ser usado como uma modalidade eficaz e segura para o tratamento de pacientes com TDM sem ideação suicida concomitante ou outros transtornos psicóticos.

Isto marca o primeiro estudo publicado através de um ensaio clínico randomizado e controlado, o que indica a eficácia do açafrão (curcumina) no tratamento da depressão grave. Os resultados mostram que a cúrcuma, é tão eficaz quanto o Prozac e, possivelmente, mais eficaz do que as outras drogas contra a depressão . É importante notar que o estudo não leva em conta os efeitos negativos (efeitos colaterais) que vêm com Prozac. Prozac é conhecido por causar ideação suicida e / ou outras perturbações psicóticas, no entanto, estes não estão presentes no tratamento com açafrão. O uso de cúrcuma como um tratamento para a depressão é mais seguro e menos desgastante para o corpo, quando comparado com o tratamento com fármacos. Estes resultados não são surpreendentes, dada a comparação de tratamentos sintéticos vs natural.

O mercado das drogas anti-depressivas atingem lucros anuais de cerca de US $ 12 bilhões. Este número deverá aumentar para 13,5 bilhões dólares em 2018. Estes medicamentos não ajudam a curar depressões, e além disso ajudam a mascarar os sintomas e criar uma vida longa de dependência deles. Utilizar tratamentos naturais, juntamente com uma abordagem holística de avaliar estilo de vida, dieta e as causas da depressão, é uma abordagem muito mais eficaz tanto em relação ao custo quanto em relação a cura dos pacientes. É importante ter em mente que a indústria farmacêutica é um negócio antes de qualquer outra coisa. Estamos vendo um crescente corpo de evidências que sugerem que substâncias naturais são muito mais seguras e eficazes no tratamento de uma variedade de doenças, distúrbios e disfunções.

Por Joe Martino

FONTE: http://www.collective-evolution.com/2013/07/31/study-finds-turmeric-is-effective-as-prozac-for-treating-depression/

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Estudo mapeia áreas do corpo ‘ativadas’ por sentimentos

Estudo mapeia áreas do corpo ‘ativadas’ por sentimentos

Aperto no peito, frio na barriga, cabeça quente. Quem nunca usou essas expressões para traduzir uma emoção?

A sabedoria popular já sabe que emoções causam alterações físicas. Os cientistas também: a rigor, emoção é o estímulo que afeta o sistema límbico [região do cérebro que a processa] e é capaz de mudar o sistema periférico.

Faltava saber exatamente onde essas mudanças físicas ocorrem, o que pode ajudar a melhor definir as emoções e entender os transtornos afetados por elas.

No intuito de responder a essa questão, cientistas da Universidade de A alto em parceria com a Universidade de Turku, ambas na Finlândia, pediram a 700 voluntários que indicassem quais áreas do corpo sofriam alterações quando sentiam uma determinada emoção.

Para incitar cada estado emocional, foram usadas palavras, músicas e filmes. As alterações sentidas podiam ser de qualquer ordem –dor e calor, por exemplo.

Com os dados, um software montou um único circuito para cada emoção –raiva, medo, desgosto, felicidade, tristeza e surpresa (chamadas de básicas) e ansiedade, amor, depressão, desprezo e orgulho (tidas como correlatas).

“Tanto o computador como outras pessoas reconheceram as emoções descritas, o que denota o seu aspecto universal”, disse à Folha RiitaHari, professora da Universidade Aalto e uma das autoras do estudo, publicado na revista da Academia de Ciências dos EUA, “PNAS”.

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Assim, emoções ligadas à excitação, como raiva e felicidade, foram associadas com ativações e calor dos membros superiores. Já as emoções que indicam estado depressivo ou de tristeza foram relacionadas a menor atividade nos membros inferiores, como adormecimento das pernas e pés.

Sensações no sistema digestório e ao redor da garganta foram relacionadas a desgosto. Felicidade foi a única emoção associada com calor e ativações no corpo inteiro. O estudo pode ajudar a identificar emoções nem sempre distinguíveis, como tristeza e desgosto.

“As emoções têm vias autônomas só interpretadas depois”, explica Aílton Amélio, professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo. “Saber quais são elas promove o entendimento de processos emocionais e é um recurso terapêutico.”

Doenças caracterizadas por desordens emocionais como depressão e transtorno bipolar também podem se beneficiar dos achados. “É uma ferramenta diagnóstica”, afirma RiitaHari. “Os mapas podem estar alterados nesses pacientes.”

Estudos de neuroimagem já mostraram que esses indivíduos, quando estimulados por emoções negativas, exibem maior atividade cerebral. Essa dinâmica é inversa à obtida em pessoas saudáveis. “Mas é preciso ter cuidado para não limitar tudo em uma caixa”, afirma a psiquiatra Alexandrina Meleiro.

José Bombana, psiquiatra e professor da Universidade Federal de São Paulo, lembra ainda que diferenças culturais precisam ser consideradas.

As emoções também provocam alterações hormonais, como o aumento do cortisol, hormônio associado ao estresse. “Quando prolongadas, são responsáveis por outras doenças, como transtornos mentais e diabetes”, explica Alexandrina.

Emoções podem ainda mudar a expressão de genes. Estudo da Universidade da Califórnia, publicado na “PNAS” em fevereiro, mostrou que pessoas felizes apresentam menos genes da inflamação que depressivos, o que os protege contra doenças.

Por Monique Oliveira

FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/151651-emocoes-mapeadas.shtml

 

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A fobia social revela a farsa da nossa identidade

A fobia social revela a farsa da nossa identidade

A Psicologia e o senso-comum usam a expressão ‘identidade’ para se referir à nossa personalidade sem se darem conta do tanto que essa expressão é verdadeira e adequada. Nosso eu é de fato uma identidade, mas não uma identidade consigo mesmo. Nosso eu estabelece sua identidade com o mundo. Quem somos nós? Não é possível responder essa pergunta a não ser fazendo referência ao mundo, seus objetos e a outras pessoas. Somos o filho de alguém, o morador de algum lugar, o torcedor do time tal, que exerce essa profissão qual, tem essas qualidades e aqueles defeitos. O sujeito só se define pelos seus objetos. Ou seja, na prática, definimos nosso eu por aquilo que temos, por aquilo que fazemos, pelas nossas relações com outras pessoas, com lugares ou situações… Jamais definimos nosso eu por aquilo que somos. Pois, na verdade, o eu não é nada, além disso, tudo… O eu é justamente a identidade com tudo isso. Mas, se por um lado o eu é a identidade com tudo isso, por outro ele precisa ser diferente de tudo isso. O eu não pode ser simplesmente idêntico ao mundo. Para ser no mundo e viver nele, ele precisa se distinguir dele. Assim, o eu que vive e se relaciona no mundo é consciente de ser diferente desse mesmo mundo, e sua identidade com ele permanece inconsciente.

A identidade inconsciente do eu com o mundo significa que o mundo, e principalmente as pessoas com que o eu se relaciona, existe na essência daquilo que o eu é. Se no fundo de nossa alma nós somos idênticos às pessoas com que nos relacionamos, isso significa que não temos segredos para elas, que não podemos esconder nada delas… Existimos em situação de completa abertura e igualdade com elas. Em outras palavras, o ‘olhar do outro’ existe dentro de nós, e ele conhece e enxerga perfeitamente o que realmente somos. E qual é a verdade que esse olhar do outro enxerga? Ele enxerga justamente nossa diferença com o mundo do qual deveríamos ser idênticos. Apesar de sermos idênticos ao mundo no fundo de nossa alma, na vida vivida somos diferentes dele, e esse olhar do outro que existe dentro de nós enxerga claramente isso e nos critica por isso! Consequentemente, nossa vida no mundo consiste num esforço (consciente ou inconsciente) de enganar o olhar desse outro interior e de passar aos outros reais que existem no exterior a imagem de que somos idênticos a eles; de que pensamos igual a eles, gostamos das mesmas coisas que eles, fazemos parte das mesmas tribos que eles. Mesmo quando nos revoltamos ou rebelamos também estamos atuando nessa farsa. O adolescente só se revolta depois de fracassar repetidamente nas suas tentativas de simular sua identidade com o mundo. E ele vê na revolta um meio de modificar o mundo para tornar mais fácil a simulação da identidade com ele.

Se me permitem exagerar um pouco, direi que nossa vida é um grande teatrinho, uma grande encenação. Vivemos tentando passar ao mundo uma imagem que difere daquilo que somos. As coisas dão certo se acreditamos que ao enganar os olhares das pessoas reais que existem no mundo estamos conseguindo enganar o olhar do outro que existe em nosso interior. Entretanto, quando o olhar do outro interior se reflete no olhar do outro que está à nossa frente, não conseguimos disfarçar o embaraço. A situação mais típica é o falar em público. Frente à presença esmagadora de dezenas e até centenas de olhares exteriores, o olhar do outro interior também adquire presença esmagadora em nós e esmaga nossa farsa! Mas, às vezes basta a presença de uma única pessoa. E até mesmo a ausência de qualquer pessoa real pode bastar para que o olhar do outro interior se torne mais real que a ausência real exterior!

Quando o olhar do outro interior resiste às nossas tentativas de enganá-lo, sentimos como se estivéssemos sendo pegos em flagrante. Não sabemos mais como nos comportar, ficamos sem reação, abobadados. Nossa farsa está sendo ameaçada. No entanto, essa farsa é exatamente aquilo que nós somos, e a ameaça à farsa é uma ameaça ao nosso próprio ser. Há aqueles que experimentam apenas uma leve vergonha, e até fazem piada com o caso. Mas, há aqueles que experimentam grandes doses de ansiedade, e até o pânico. E tudo isso porque levamos a farsa a sério. Se nosso eu é uma farsa, a melhor opção é reconhecê-la e aceitá-la como farsa. É justamente nosso esforço de querer dar à farsa ares de legitimidade que nos torna presas fáceis das críticas do olhar do outro interior.

Por Daniel Grandinetti

FONTE: http://ulbra-to.br/encena/2013/04/13/A-fobia-social-revela-a-farsa-da-nossa-identidade

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28 filmes que abordam a loucura e transtornos mentais

28 filmes que abordam a loucura e transtornos mentais

Com o lançamento do novo manual da Associação Americana de Psiquiatria deverá aumentar o número de pessoas diagnosticadas com males psiquiátricos no mundo todo. O DSM-5, sigla em inglês para Manual de Diagnóstico e Estatísticas de Doenças Mentais, incluiu novas condições, que passam a ser consideradas distúrbios psiquiátricos, como o luto e o esquecimento. A nova edição do manual gerou polêmica porque há o receio de que, no futuro, ninguém seja “normal”.

Conheça alguns filmes que mostram personagens que sofrem ou são perturbados por distúrbios psiquiátricos:

Um Estranho no Ninho (1975)

Na adaptação do livro de Ken Kensey, o ator Jack Nicholson interpreta Randle Patrick Murphy, que se finge de louco para não ser mandando para a prisão pela sexta vez. Ele é enviado para uma instituição psiquiátrica, onde desobedece as regras e enfrenta a tirania da enfermeira Ratched.

Exceto nos momentos em que demonstra afetividade pelos colegas, Randle possui várias características do transtorno de personalidade antissocial, também conhecida como psicopatia e sociopatia, como o histórico de violação dos direitos dos outros, a ausência de remorso, a incapacidade de aprender com os erros e a manipulação e sedução dos que os cercam.

Réquiem para um Sonho (2000)

Inspirado no livro do americano Hubert Selby Jr., Réquiem para um Sonho mostra as histórias de quatro pessoas lidando com seus vícios. Harry, a namorada, Marion, e o amigo, Tyrone, são viciados em heroína e veem a oportunidade de vender a droga para realizar o sonho de abrir uma loja de roupas. A mãe de Harry, Sara, é uma viúva solitária que adora televisão e começa a tomar anfetaminas para emagrecer e caber num vestido. A anfetamina, porém, provoca transtorno mental relacionado à substâncias, e Sara sofre as consequências, como forte sensação de prazer, euforia, sentimentos de grandiosidade, perda da capacidade de autocrítica, agressividade, agitação e falta de sono.

Meu Nome não é Johnny (2008)

O filme é baseado na história de João Guilherme Estrella (Johnny), um jovem de classe média que se tornou um dos maiores traficantes de cocaína no Rio de Janeiro da década de 1990. Johnny tem transtorno mental relacionado à cocaína, observado na pelo seu estado de euforia nas festas retratadas no filme. Ele chega a ficar três dias sem dormir por causa dos efeitos da droga.

Uma Mente Brilhante (2001)

Cinebiografia do gênio John Nash, um matemático americano ganhador do Nobel de Economia. Nash ganha fama ainda muito jovem, aos 21 anos, ao formular um complexo teorema matemático. Acaba indo trabalhar num projeto secreto do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. O cientista, que ouvia vozes e era introvertido e isolado, foi diagnosticado com esquizofrenia, transtorno psicológico grave cujas características são, entre outras, a apatia, a desatenção, a ausência de respostas afetivas e a incapacidade de sentir prazer.

Clube da Luta (1999)

O protagonista do filme está insatisfeito com seu trabalho e sua vida, querendo dar um rumo diferente para as coisas, quando encontra Tyler Durden, um boa pinta que ganha a vida vendendo sabonetes para boutiques. Ele vai morar com Tyler quando seu apartamento explode e, juntos, eles criam o Clube da Luta, onde homens se reúnem para lutar. Da relação estranha entre o protagonista e Tyler se percebe que o primeiro sofre de um transtorno psicótico mal definido.

Adam (2009)

Esse filme conta a história de Adam (Hugh Dancy), um rapaz estranho e desajeitado que acabara de perder o pai. Após conhecer a nova moradora do apartamento de cima, Adam descobre em Beth uma nova forma de viver, despertando nele um sentimento totalmente novo. Nele, Beth (Rose Byrne) descobre um rapaz bondoso, fascinado por astrologia, mas com sérios problemas em se relacionar com as outras pessoas. Adam tem um tipo de autismo chamado Síndrome de Asperger, e através da delicadeza do filme podemos compreender um pouco melhor a vida de quem tem essa síndrome.

O Iluminado (1980)

O renomado cineasta Stanley Kubrick adaptou a obra do mestre do suspense, Stephen King. Jack, a mulher e o filho vão passar uma temporada num hotel sombrio e vazio quando ele aceita um emprego de zelador durante o inverno. Porém, coisas estranhas e assustadoras começam a acontecer e Jack se torna cada vez mais sinistro. Toda a família tem visões, o que caracteriza um transtorno psicótico.

Amadeus (1984)

A cinebiografia do gênio da música no século XVIII, Wolfgang Amadeus Mozart, ganhou oito Oscars, incluindo o de melhor filme. Na história do jovem Mozart, vê-se a sua alternância entre sintomas maníacos e depressivos, como é característico do transtorno bipolar. Mozart ora corre atrás de uma mulher para agarrá-la, ora se sente eufórico, com energia inesgotável.

Pequena Miss Sunshine (2006)

Na comédia, a desajeitada Olive, de sete anos de idade, deseja participar de um concurso de beleza infantil, o Pequena Miss Sunshine. A família, então, entra numa Kombi para fazer uma viagem e chegar até o concurso. O tio de Olive, Frank, se junta aos parentes depois de tentar se suicidar cortando os pulsos e passar um tempo numa instituição psiquiátrica. Ele sofre de transtorno depressivo maior, ou depressão unipolar, que faz com que a pessoa se sinta triste, fraca, desanimada, pessimista, com baixa autoestima, insônia e chorando facilmente.

Precisamos Falar Sobre o Kevin (2011)

Conhecido por retratar um caso de perversão sem floreios e disfarces, esse filme conta a história de uma mãe e o seu difícil relacionamento com o filho primogênito. Eva (Tilda Swinton) lida com sentimentos diversos em relação à maternidade, além do sentimento de culpa por causa dos atos de seu filho, Kevin (Jasper Newell/Ezra Miller). Além disso, o filme retrata também o desenvolvimento de Kevin, na tentativa de explicar e justificar os seus atos, mostrando os motivos que podem ter o levado a ser como ele é. De um modo geral, Precisamos Falar Sobre Kevin ilustra bem um caso de perversão, além de retratar a importância dos pais na vida de uma criança.

Uma Lição de Amor (2001)

Sam é um sujeito com retardo mental que cuida da filha Lucy, de sete anos. Ele corre o risco de perder a guarda da filha e precisa do depoimento da vizinha Annie, para tentar mantê-la. Mas Annie não consegue sair de casa porque sofre de agorafobia, um transtorno de ansiedade no qual a pessoa tem medo de situações ou lugares em que a fuga seja difícil ou um socorro não seja imediato em caso de pânico.

Adaptação (2002)

O roteirista do filme Quero ser John Malkovitch, se torna o personagem principal de Adaptação. Depois do sucesso do filme, Charlie recebe um convite para adaptar um livro para o cinema e percebemos seu comportamento obsessivo, paranoico, depressivo e completamente inepto na relação com as mulheres. Charlie tem transtorno de ansiedade generalizado, o que explica a preocupação excessiva.

O Aviador (2004)

O astro Leonardo di Caprio interpreta o protagonista na cinebiografia do multimilionário americano Howard Hughes. O jovem apaixonado por aviões dirige seu maior projeto, um filme sobre a Segunda Guerra Mundial que demora três anos para ficar pronto, em parte devido ao perfeccionismo de Hughes. O magnata tem transtorno obsessivo-compulsivo, sobretudo com relação à limpeza. No filme, ele chega a lavar as mãos tão violentamente que elas sangram.

Bem Me Quer, Mal Me Quer (2002)

Angélique (Audrey Tautou) é uma artista plástica que desenvolve uma paixão desmedida por Loic (Samuel Le Bihan), um médico cardiologista casado e bem sucedido. Diante desse contexto e de alguns outros eventos, os amigos de Angélique tentam fazer com que ela esqueça o médico, mas nada disso consegue diminuir os sentimentos da jovem. Ela persiste na ideia de que Loic a ama, transformando seu amor em uma perigosa obsessão. Esse filme é daqueles que enganam à primeira vista, mas trazem a reviravolta. Esse longa fala de um transtorno mental chamado de Erotomania ou Síndrome de Clérambault que, de um modo geral, pode ser definida como a convicção delirante de alguém que acredita que a outra pessoa, geralmente de classe social mais elevada, está secretamente apaixonada por ela.

Meu Primeiro Amor (1991)

A menina Vada Sultenfuss é obcecada com a morte. Sua mãe morreu e seu pai tem uma funerária. Ela só tem 11 anos, mas está sempre indo ao médico, pensando que está doente, tem câncer e vai morrer. Vada é hipocondríaca, ou seja, tem preocupação excessiva com a saúde e medo de desenvolver uma doença grave.

Paris, Texas (1984)

O filme começa com Travis vagando pelo deserto, morrendo de sede. Ele encontra um bar, entra e desmaia. Levado a um médico, ele não fala e parece não saber quem. O médico consegue falar com seu irmão, que leva um susto porque não tinha notícias do irmão há quatro anos. Travis tem sintomas de fuga dissociativa, um transtorno caracterizado por perda de memória, viagem súbita e perda de identidade.

Psicose (1960)

Em Psicose, obra-prima do cinema, a secretária Marion Crane pega os 40 mil dólares que deveria depositar no banco e foge para começar uma nova vida. Exausta depois de dirigir por horas, ela para no Motel Bates para descansar e é informada pelo dono, Norman Bates, de que é a primeira hóspede em semanas. Logo descobrimos que Bates, aparentemente um jovem tímido, não é tão inofensivo. Ele sofre de transtorno dissociativo de identidade, ou transtorno de personalidade múltipla, condição na qual a pessoa é dominado por duas ou mais personalidades distintas, sendo que cada uma delas tem controle total.

Os Excêntricos Tenenbaums (2001)

O filme é uma comédia sobre uma família totalmente disfuncional. Royal Tenenbaum, o pai quer reunir a família anos depois de ter abandonado a mulher e os três filhos, prodígios na infância, o que provoca a decadência da família. O problema é que, para conseguir juntá-los, ele inventa que está doente, o que caracteriza o transtorno factício, no qual a pessoa simula ou provoca sintomas físicos ou psicológicos apenas para obter atenção ou cuidados médicos.

Sexo, Mentiras e Videotape (1989)

Sexo, Mentiras e Videotape é sobre a relação entre quatro pessoas e uma câmera. Dois dos personagens apresentam disfunção sexual. Graham Dalton tem transtorno erétil masculino, ou seja, é impotente quando está com uma mulher, mas consegue ter ereção e orgasmo quando se masturba assistindo a vídeos de mulheres falando sobre suas experiências sexuais. E a personagem Ann Bishop Melaney tem transtorno do desejo sexual hipoativo. Ela conta para a câmera de Graham que não tem relações sexuais com o marido e não se sente bem quando é tocada por ele.

Lolita (1962)

A adaptação do famoso livro do escritor russo Vladimir Nabokov mostra o romance entre um intelectual de meia idade, o professor Humbert Humbert, e a menina Lolita. No livro, ela tem 12 anos e no filme, 15. Humbert, que se casa com a mãe da menina, Charlotte, só pra ficar perto dela, é um pedófilo. A condição é um transtorno de preferência sexual no qual a pessoa sente atração preferencial ou exclusiva por crianças que ainda não tenham atingido a puberdade.

Bicho de Sete Cabeças (2000)

Neto (Rodrigo Santoro), um adolescente de classe média, leva uma vida normal até o dia em que seu pai o interna em um manicômio após encontrar um baseado no bolso do seu casaco. Incompreendido pelo pai conservador, Neto é apenas um adolescente em busca de liberdade, que experimenta a vida e tem algumas rebeldias. Com a relação difícil e a falta de conhecimento, a internação acabou sendo a saída mais fácil para os pais. Fácil para eles, mas o inferno para o jovem, que passa a viver a dura e desumana realidade dos hospícios, onde as pessoas são violentadas em um cotidiano que beira a miséria. Uma jornada pelo inferno que é a vida manicomial, esse filme é exemplo quando o tema é a forma de tratamento cruel dessas instituições de internação.

O Solista (2009)

Baseado em uma história real, o filme conta a história de Nathaniel Ayers (Jamie Foxx), um esquizofrênico que mora nas ruas de Los Angeles e toca violino e violoncelo. Atraído pelo som do violino, o jornalista Steve Lopez (Robert Downey Jr.) se aproxima e surge aí uma relação entre eles. Com o objetivo inicial de fazer uma matéria sobre Nathaniel, vemos que o relacionamento vai além disso, chegando a, porque não dizer, uma amizade. Por falar de música e de alucinações – que são sintomas da esquizofrenia de Nathaniel-, o filme estimula e emociona, principalmente nas cenas em que o músico está tocando. De um modo geral, é um bom filme para compreender melhor a esquizofrenia.

Da Pra Fazer (2008)

O que acontece quando um sindicalista cheio de ideias avançadas assume a direção de uma cooperativa de doentes mentais? Essa é a história base do filme. Nello (Claudio Bisio) assume a direção da cooperativa formada por ex-pacientes dos manicômios que foram fechados na Itália pela Lei Basaglia, que aboliu os hospitais psiquiátricos. Ao longo da história, acompanhamos a tentativa de Nello de implantar no local uma prática que substitua o assistencialismo por um trabalho de verdade, através do qual os pacientes tenham participação nos lucros de seu próprio trabalho. A questão é que existem as especificidades de cada paciente, já que cada um deles tem um transtorno específico. O filme é delicado e trata a questão com um pouco de humor, comovendo quem assiste e abordando uma temática atual, já que vemos no Brasil esse movimento de fechamento dos hospitais psiquiátricos e sua substituição por outros serviços.

Um Novo Despertar (2011)

Walter Black (Mel Gibson) é presidente de uma indústria de brinquedos, mas se encontra em um quadro de depressão. Por causa disso, ele está cada vez mais distante da esposa, Meredith (Jodie Foster) e dos filhos, Porter (Anton Yelchin) e Henry (Riley Thomas Stewart). A situação fica crítica quando Walter é posto para fora de casa pela esposa, fazendo com que ele comece a ter ideias suicidas. Certo dia, a caminho do hotel, Walter encontra no lixo um fantoche de Castor que acabará se tornando a nova técnica para ajuda-lo a se tratar da depressão. Ao longo do filme, vemos o desenrolar da história e a fuga da realidade através da criação de um personagem incorporado na figura do castor surge como um recurso de Walter para enfrentar a depressão. Porém, vemos também as implicações que isso acaba trazendo.

Cisne Negro (2010)

Considerado um drama psicológico, esse filme conta a história de Nina Sayers (Natalie Portman), uma bailarina que tem na dança a sua vida. Nina mora com a mãe, que é bailarina aposentada e estimula a ambição profissional da filha. Certo dia, o diretor artístico da companhia decide substituir a bailarina principal na apresentação de abertura da temporada e Nina é a sua primeira escolha. Após isso, Nina passa a considerar as outras bailarinas como concorrentes, inclusive Lily (Mila Kunis), que é a que mais impressiona o diretor. Para a apresentação de O Lago dos Cisnes, deverá ser escolhida uma bailarina que seja capaz de interpretar tanto o Cisne Branco, com inocência e graciosidade, quanto o Cisne Negro, que representa a malícia e a sensualidade. A busca por essa dualidade acaba causando um conflito na mente de Nina, que busca obsessivamente aperfeiçoar o seu cisne negro. Diante de tudo isso, vemos a sua sanidade desaparecer.

Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (1977)

A comédia é estrelada e dirigida pelo amante de Nova York, Woody Allen. Ele é Alvy Singer, um escritor que vê a vida de um jeito muito pessimista: “cheia de solidão, miséria, sofrimento e tristeza”. É obcecado pela morte e compra diversos livros com a palavra “morte” no título. Alvy tem transtorno distímico, ou distimia, caracterizado por sintomas depressivos de menor intensidade que os observados num quadro de depressão maior, porém de longa duração.

Geração Prozac (2003)

Elizabeth (Christina Ricci) é uma menina comum que viu seus pais se divorciarem muito cedo e cresceu sob os cuidados da mãe. Aos dezenove anos, consegue uma vaga no curso de Jornalismo na universidade de Harvard. Porém, Lizzie – como é chamada – acaba desenvolvendo uma profunda depressão e se dedica a noites de trabalho sempre regadas a drogas e bebidas. Além disso, sua instabilidade emocional afeta seu relacionamento com as pessoas. Diante de todo esse contexto, Elizabeth decide procurar ajuda profissional e marca uma consulta com a Dra. Diana Sterling (Anne Heche), que lhe receita o antidepressivo Prozac. Nesse filme, além da depressão, é possível também ver a relação do paciente com o remédio e a medicalização tão comum ainda nos dias atuais.

Um Corpo que cai (1958)

Um dos mais famosos filmes do mestre do suspense, o diretor Alfred Hitchcock, mostra o detetive aposentado Scott Ferguson, que tem medo de altura, ou acrofobia. O medo é resultado de um estresse pós-traumático já que, quando era detetive, um colega morre ao tentar socorrê-lo do alto de um telhado onde fica pendurado durante a perseguição a um bandido.

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Futebol, um resgate social

Futebol, um resgate social

Nesta sexta feira (20/12), foi ao ar o último episódio da série “Futebol, um resgate social” exibida pela TV Bandeirantes. A ideia da série era contar histórias de projetos que utilizam o futebol como ferramenta de acessibilidade e integração social. A série foi dividida em quatro capítulos: Futebol para Moradores de Rua; Futebol em Clínicas de Reabilitação de Dependentes Químicos; Futebol em Presídios e Futebol em Clínicas Psiquiátricas. Esse último capítulo foi gravado com os pacientes e profissionais da Clínica Vera Cruz.

A matéria mostra, que no caso de pessoas com transtornos psiquiátricos, muitas apresentam certa tendência a um isolamento social. Ao perceber o seu meio ambiente como hostil e persecutório, podem permanecer por anos envoltos em depressão, ansiedade, delírios e alucinações. Devido ao preconceito em relação à doença ou mesmo por não se perceberem com um transtorno mental, as formas mais tradicionais de tratamento, como atendimento individual com médico psiquiatra e psicoterapia, são, por muitas vezes, rejeitadas pelo paciente.

O futebol então, passa a ser um instrumento facilitador para a inserção e vinculação do indivíduo a um determinado dispositivo de tratamento, como o hospital-dia, onde o atendimento em grupo é priorizado. O futebol também colabora pela via do lazer e do prazer de jogar na socialização.

Questões, que muitas vezes não aparecem numa consulta médica ou psicológica, surgem espontaneamente durante a prática esportiva. “Muitas vezes podemos nos surpreender como um paciente mais calado, isolado, depressivo e sem vontade, comporta-se de forma diferente em uma quadra de futebol. Os laços de amizade, a noção de trabalho em equipe, a compreensão de como lidar melhor com a frustração no caso das derrotas, podem ser mediadas pelos profissionais e mesmo por outros pacientes, regulando assim os possíveis excessos do indivíduo para com o próximo. A prática do futebol por si só, pode levar a um rompimento da estagnação ou proporcionar um momento para legitimação da agitação motora”, afirma Rubens Berlitz, coordenador técnico da clínica.

A matéria está disponível no site e pode ser acessada através do link:

http://videos.band.uol.com.br/programa.asp?e=esporte&pr=os-donos-da-bola&v=14800024

 

 

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Insônia: a vilã do sono perfeito

Insônia: a vilã do sono perfeito

Um dos requisitos básicos para uma vida saudável é um sono de qualidade, importantíssimo para o desenvolvimento normal do cérebro, os processos de memória e o aprendizado. Também é através do sono noturno que são liberados hormônios indispensáveis para a maturação, o crescimento e a manutenção da saúde do nosso corpo.

O sono é um estado complexo e ativo e apresenta cinco estágios que se alternam. Um ciclo de sono é considerado completo quando todos os estágios estão presentes e costuma durar cerca de 90 minutos. Desta forma uma pessoa que durma 6 horas numa noite apresentará cinco ciclos de sono e outra que durma 8 horas, seis ciclos. Na primeira metade da noite predomina o sono profundo e na segunda metade o sono REM ou paradoxal. Por estes motivos dificilmente acordamos na primeira metade da noite. Na segunda metade sonhamos, e também acordamos com mais facilidade.

Problemas no sono como insônia interferem de maneira significativa na qualidade de vida e estão entre as principais causas da baixa produtividade. Muitas vezes, a insônia passa despercebida pelos pacientes e pelos médicos. Cabe então ao neurologista perceber que muitas vezes, um paciente com queixas frequentes de memória, atenção, dores de cabeça, mau humor, etc. tem na verdade um transtorno de sono, como insônia. A partir do diagnóstico é possível oferecer tratamento adequado para esse distúrbio que é o mais comum dos transtornos do sono.

O que é?

A insônia é a dificuldade em iniciar e/ou manter o sono, o que prejudica o bom funcionamento da mente e do corpo no dia seguinte. Cerca de 40% dos brasileiros sofrem ou sofreram deste mal nos últimos doze meses. Os principais sintomas da insônia são: dificuldade em iniciar o sono; levantar muitas vezes durante a noite com dificuldade em voltar a dormir; acordar cedo demais e sono não restaurador. A falta de sono pode causar problemas durante o dia, tais como: cansaço, falta de energia, dificuldade de concentração e irritabilidade.

Causas e consequências

Geralmente a insônia é decorrente de fatores estressantes em um indivíduo que apresenta fatores predisponentes, como idade avançada; sexo feminino (principalmente durante e após a menopausa); história de insônia em familiares; depressão e outros distúrbios psiquiátricos; doenças orgânicas; tabagismo; etilismo e dependência química.

O tipo crônico geralmente é causado por uma combinação de fatores como desordens físicas ou mentais. Outras causas incluem artrite; doença nos rins; problema no coração; asma; apneia; narcolepsia; síndrome das pernas inquietas; mal de Parkinson e hipertiroidismo.

Alguns comportamentos têm mostrado perpetuar a insônia em algumas pessoas, são eles: expectativa e preocupação em ter dificuldade para dormir; preocupação excessiva com o trabalho, não sabendo esquecê-los após o fim do expediente; ingestão de quantidade excessiva de cafeína; ingerir álcool ou fumar antes do horário de dormir; soneca excessiva de manhã ou de tarde; horários de dormir/acordar irregulares ou continuamente alterados; ciclos irregulares de sono/despertar (por um trabalho noturno, por exemplo).

A professora Paula Gibbert conta que tem insônia quando está preocupada ou muito estressada. No outro dia as consequências da noite mal dormida aparecem. “Torno-me mais irritada e cansada. Sinto dores na omoplata, principalmente a esquerda”, afirma. A professora ainda conta que nunca procurou um médico para obter um diagnóstico preciso e um tratamento adequado. “Os brasileiros de modo geral vão deixando o tempo passar até o ponto em que não dá mais pra suportar e como não é sempre, vou indo. Nesta noite dormi bem, na noite anterior, acordei às 3 horas e cadê o sono? Sumiu”, relata.

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Diagnóstico e tratamento

Pacientes com insônia devem ser adequadamente avaliados por um médico especializado em Medicina do Sono. Um dos métodos para se diagnosticar um paciente com insônia é o Diário do Sono. O paciente deve preenchê-lo ao longo de 1 a 2 semanas, registrando os horários em que se levanta, deita, cochila, toma café e faz exercícios. O diário do sono é muito útil para a abordagem do médico. Um exame de sono chamado polissonografia também pode ser solicitado, com o intuito de detectar outras possíveis doenças do sono que contribuem para a insônia.

O tratamento para a insônia pode ser simples nos casos de início recente ou nos casos em que se interrompe e reinicia por períodos de tempo, com a utilização de comprimidos para dormir de curta ação. Já o tratamento da insônia crônica é mais complicado e consiste em um tratamento multimodal, através do diagnostico e tratamento dos problemas médicos ou psicológicos que possam estar ocasionando a insônia. Também é necessário identificar comportamentos que podem piorar a insônia e interrompê-los ou reduzi-los. Pode ser necessária a prescrição de medicamentos para dormir, dando-se preferência àquelas que não causam dependência. Também são utilizadas técnicas de relaxamento para reduzir ou eliminar a tensão corporal e ansiedade, restrição de sono e recondicionamento do corpo.

Por Jéssica Rodrigues Lima

FONTE: http://ulbra-to.br/encena/2013/11/23/Insonia-a-vila-do-sono-perfeito

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Endorfina: aumenta o bem estar e diminui o stress

Endorfina: aumenta o bem estar e diminui o stress

Você já ouviu falar que exercício vicia? Algumas pessoas realmente são viciadas em atividade física. Esta dependência causada pelo exercício é atribuída às concentrações elevadas de endorfina produzidas por determinados exercícios. Muitas pessoas se sentem irritadas, ansiosas, depressivas e com péssimo humor quando deixam de fazer exercícios físicos.

ENDORFINA é uma substância natural produzida pelo cérebro durante e depois de uma atividade física que regula a emoção e a percepção da dor, ajudando a relaxar e gerando bem estar e prazer. A endorfina é considerada um analgésico natural, reduzindo o estresse e a ansiedade, aliviando as tensões e sendo até recomendado no tratamento de depressões leves.

Há pessoas que não gostam tanto do exercício, mas da sensação de bem estar de tê-los feito. Assim sendo, a liberação de endorfina que gera a sensação de bem estar, provoca esse estado de plenitude que experimenta o praticante regular de atividade física. Mas esta liberação de endorfina depende das características da atividade física que estamos praticando. Entretanto, como se trata de um mecanismo provocado pela adaptação do corpo ao exercício, ela vai sendo liberada gradualmente desde o início da atividade. Em determinado momento, porém, atinge um limiar de produção que a torna perceptível e surge a sensação de bem-estar que persiste mesmo depois de terminado o exercício.

Algumas pesquisas afirmam que os efeitos da endorfina são sentidos até uma ou duas horas após a sua liberação. Outros estudos observaram aumento das dosagens desse hormônio até 72 horas após o exercício. A endorfina é produzida na hipófise e liberada para o sangue juntamente com outros hormônios como o GH (hormônio do crescimento) e o ACTH (hormônio adrenocorticotrófico) que estimula a produção de adrenalina e cortisol. A intensidade e duração do exercício parecem ser responsáveis pela concentração de endorfina no sangue.

Após exercícios de intensidade leve a moderada (menor que 60% do VO2max) não foi verificado aumento da taxa de endorfina no sangue. Um estudo comparativo entre um exercício aeróbio (com cargas crescentes de intensidade) e outro anaeróbio (com duração máxima de 1 minuto) encontrou concentrações plasmáticas aumentadas de endorfina de forma muito semelhante. No exercício aeróbio esse nível alto de endorfina foi encontrado após ter sido alcançado o limiar anaeróbio (cerca de 75% do VO2 máx).

Observou-se também relação direta entre as concentrações de endorfina e outros hormônios relacionados à atividade física como o ACTH e adrenalina. Não existe um tempo de exercício pré-determinado a partir do qual a endorfina começa a ser liberada mais intensamente. Estudos, já citados acima, demonstraram que tanto exercícios aeróbios quanto anaeróbios podem provocar um aumento de sua concentração.

Desta forma, torna-se importante fazer uma avaliação física antes de iniciar os exercícios, para que você conheça o seu nível de condicionamento físico bem como limiares aeróbio e anaeróbio, e possa trabalhar de forma correta e segura. Insista nos exercícios aeróbios de 5x a 6x por semana, na musculação de 3x a 5x por semana e nos alongamentos.

Por Valéria Igayara de Souza

FONTE: http://exerciciosdependentesquimicosedepress.blogspot.com.br/2009/10/endorfina-aumenta-o-bem-estar-e-diminui.html

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